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Monstras

We are back!

 As monstras estão de regresso! Mais magras, mais giras e mais acutilantes do que nunca.

Oh, yeah!

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Isto de voltar custa sempre: a rotina, o trabalho, os milhares de e-mails a explodir na caixa de correio, pessoas a ligarem para tratarem de coisas que nós já nem pensávamos que existiam (aliás, quem são essas pessoas que nos ligam… já nem nos lembramos como se chamam. Falei consigo há 2 meses, lembra-se? Sim, sim, perfeitamente! NOT!), o metro cheio de gente a cheirar a pónei, o trânsito infernal, pessoas de botas e de casacos quentes (parem com isso, gente, estão 30 graus) and so on.

 

Ainda assim, tirar férias em setembro é do caraças. É sambar na cara da gente que desaparece em agosto e que depois volta cheia de genica e quer tratar de tudo e mais alguma coisa. Em troca levam com um out of the office nas trombas. Ahhhh, vão lá agora para as redes sociais fazer pirraça com cocktails ao por-do-sol, trikinis sensualões e escaldões de arrasar.

 

E cá as montras foram numa viagem bem boa, por esse mar mediterrâneo fora. Embarcámos e a melhor coisa de estar em mar alto é que não podemos contactar com ninguém e vice-versa. Maravilha!

Fomos com um grupo de amigos, no total eramos oito e foi de facto muito divertido. Nunca vimos tantas personagens juntas por metro quadrado e, apesar de também estarmos a fazer conta à nossa própria figura, acreditem que aquilo é mesmo um show de variedades. A Monstra P., que é uma jóia de moça, falará de cada uma delas num próximo post.

 

A nossa rota – cidade a cidade

Saímos de Barcelona e rumámos a Savona, um dos portos principais de Itália. A cidade de Savona é pequena, mas as ruas têm aquela traça antiga das cidades italianas. Comemos uma piza na Solo Pizza e era assim uma coisa do outro mundo! 

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Continuámos até Nápoles, onde o tempo não foi tão nosso amigo. Chovia imenso e ficámos todos encharcados. A maior parte desertou para o barco para se empanturrar. Nem podia acreditar que aquilo me estava a acontecer! Nápoles, a cidade porque tanto ansiava estava mergulhada num dilúvio. Mas lá arrisquei, à custa de uma boa lavagem, e fui conhecer o centro histórico. E valeu tanto a pena! A cidade é escura e um pouco suja, como já estava à espera. Mas tem aquela mística dos filmes da máfia. Os talhos abundam com as suas mil qualidades de tripas expostas com grande pompa e circunstância. Nunca tinha visto tanta víscera junta, credo!

 

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Os mercados de rua, as lojas fashion, pseudo fashion e azeitolas. Os monumentos lindíssimos, as ruas estreitas e com ar soturno. Ah! Como eu gosto disto. E claro, ia com ela fisgada para comer uma piza na Michele (aquela Pizzeria do Comer, Orar e Amar). Foram-me logo avisando que tinha que esperar numa fila de, no mínimo, duas horas!!! E com a chuva a correr a cântaros já não estava com esperança de por o dente numa daquelas pizas.

 

 

Felizmente, o tempo melhorou bastante e aproveitei para perguntar a um par de italianos roliços, na casa dos 50 anos, como podia ir até à pizaria. Qual não foi o meu espanto quando se começaram a rir nas minhas fuças. Disseram-me para não ir lá, que aquilo era só marketing para turistas e nem por sombras eram as melhores pizas de Nápoles. Fiquei muito abalada com esta revelação, confesso, mas acreditei nos senhores e acabei por seguir o conselho deles para comer noutro sítio. E, meus caros, não me arrependi. A massa daquela piza, saboreada num gueto não sei bem onde, nunca me tinha passado pelo estreito. Agora sim, a minha visita a Nápoles estava completa! Ficou a faltar a visita a Pompeia, terei de lá voltar, portanto.

 

 

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Próxima cidade: Palermo, Sicília! Um dos pontos de passagem mais bonitos desta viagem. A cidade é absolutamente espetacular, lindíssima! A comida ótima (leia-se gelados e – surpresa – piza! Sim, sou uma tartaruga Ninja), os mercados de rua muito coloridos e cheios de gente com ar mafioso à la padrinho e monumentos e paisagens e tudo muito bonito. Quero voltar!

 

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Nova paragem: adeus Itália, olá Ibiza! Depois de um dia todo a navegar, eis que Ibiza surge no horizonte acompanhada por um calor dos diabos. Aquilo é que foi suar do bigode para conhecer a cidade! É sempre a subir entre muralhas, percorrendo calçada mourisca e subindo entre casinhas brancas muito pitorescas. Valeu bem a pena cada pinga de suor! A paisagem lá em cima é muito bonita.

 

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E por esta altura perguntávamos todos onde é que andava a vida louca de Ibiza, não estávamos a perceber onde é que ali podia enquadrar-se a vida noturna. Afinal essa vida era noutras bandas, em hotéis fancy e praias cheias de discotecas e bares. Mas não só! A animação dá-se também em plena praia, em pleno dia.

 

Ora vejamos: desfiles de mulherada de mama de fora é aos magotes, fazendo-nos quase sentir mal por não estar igualmente de mama ao léu. Homens que mudam de sunga mesmo em frente à nossa cara, mostrando o material tal como veio ao mundo (o caso concreto de um senhor já com alguma idade que tinha, segundo uma amiga do nosso grupo que ficou claramente traumatizada para o resto da vida, os maiores tim-tins que já alguma vez se viu) e o show de variedades em plena praia continua (há de tudo, acreditem).

 

Depois de muitos e bons banhos nas águas calientes de Ibiza, partimos para Palma de Maiorca. A cidade muito linda, mas novamente carga de água para nos receber. Passeámos nos principais pontos turísticos, mas acabámos por voltar para o barco depois de já estarmos bem lavadinhos.

 

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Resumindo: há destinos aos quais tenho de voltar, porque de facto este tipo de viagem não permite conhecer tudo ao pormenor. Mas é uma viagem gira e o barco tem muita coisa para ver e para fazer. É sempre uma animação!

 

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Uma experiência que voltaria a repetir não fosse a noite de enjoos que me obrigou a ficar no camarote trancada.

Uma cena à exorcista (estão a ver porque digo que estou mais magra? Esta é a viagem a fazer para quem quer um Detox completo). Tive de sair do jantar a correr e quando me enfiei no elevador para ir para o camarote fiquei feliz por ver mais umas quantas caras de enjoo a vomitar para dentro de pequenos saquinhos azuis. Eu própria fiz o mesmo num dos corredores.

Cheguei à conclusão que os saquinhos azuis são o acessório mais IN de quem quer ir para um cruzeiro e é uma enjoada como eu. Um must-have, portanto!

 

Despeço-me com uma imagem que acho que ainda não tinham visto: as Monstras mostrengando no sunset de Ibiza! Há vidas difíceis. 

 

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Monstra S.

 

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